Atualizada em 15/02/2012

Muito além da internação: Lei do Sinase uniformiza medidas socioeducativas em todo o País

8 de Fevereiro de 2012


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Favorecer uma perspectiva de vida construtiva para os jovens em conflito com a lei. Esse é o objetivo dos parâmetros previstos no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), sancionado pela presidente Dilma Rousseff  em janeiro.

 

A presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei 12.594, que institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). O texto regulamenta a execução das medidas socioeducativas destinadas a adolescentes autores de ato infracional. A lei, que foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 19 de janeiro de 2012, entra em vigor em 90 dias.  A proposta tramitou quatro anos na Câmara e no Senado. Nesse mesmo período, a resolução nº 119 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda)/Secretaria de Direitos Humanos (SDH) iniciou a implementação do Sistema Socioeducativo. 

 

Com a força de lei, o Sinase terá aplicação uniforme e serão estabelecidas as competências de cada instância do Executivo. Dessa forma, organizando as três esferas de poder e as contribuições da sociedade e da família, o Sistema deve oferecer ao jovem, em especial, a possibilidade de (re)inserção sociocultural, diminuindo a reincidência das infrações.

 

A Secretaria de Direitos Humanos (SDH) será responsável por coordenar as ações. As secretarias dos Estados e Municípios das diversas áreas – como Saúde, Educação, Trabalho e Assistência Social, entre outras — devem  articular-se para garantir o acesso do/a jovem  aos serviços de saúde, à escola formal e formação para o mercado de trabalho (leia mais sobre o Sinase na edição anterior do Direto ao Assunto — “Abrindo Caminhos: Congresso analisa lei das políticas socioeducativas”— www.andi.org.br).

 

Com algumas das medidas do Sinase já estabelecidas pela resolução do Conanda, o número dos grandes complexos de internação diminuiu, bem como houve avanço na descentralização e regionalização dos programas. 

 

“Isso certamente diminuiu o número de grandes rebeliões. São mais comuns pequenos motins devido ao maior controle e quantidade reduzida de internos. Mesmo assim, ainda há muitos avanços a conquistar”, explica o presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo, Ariel Castro Alves. 

 

 

“Antes de vir para cá, passamos por uma vida em que o crime parece ser a única solução. Mas quando vamos cumprindo a medida, vamos tomando razão da seriedade do que fizemos e passamos a ter um projeto diferente de vida. Temos que demonstrar muito interesse e fazer escolhas muito difíceis”. 
 

IS, 18 anos

 

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Guia de Fontes

 

Andrea Arruda

Psicóloga da Equipe Perdão e Justiça

Centro de Direitos Humanos e Educação Popular de Campo Limpo (Cdhep)

(11) 9214-9757

(11) 5511-9762

andrea.arruda@cdhep.org.br

www.cdhep.org.br

 

Lisley Braun 

Diretora de Saúde e Articulação da Rede Social

Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas

Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais

Marcos Novato – Assessoria de Imprensa

(31) 3915-5543

marcos.souza@defesasocial.mg.gov.br

 

Thelma Oliveira 

Coordenadora do Sinase

Secretaria de Direitos Humanos – Presidência da República

Assessoria de Imprensa

(61) 2025-3976 / 3498

www.direitoshumanos.gov.br 

 

Eloísa Machado

Advogada, doutoranda em Direitos Humanos e consultora da Conectas

(11) 2339-6069

elo.machado@gmail.com

 

Ariel de Castro Alves 

Presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo 

(11) 4126-1319 / 8346-9534 / 9652-3119 

ariel.alves@uol.com.br 

www.arieldecastroalves.zip.net 

www.fundacaocrianca.org.br 

 

Por Gabriela Goulart


Fonte: ANDI

 

http://www.andi.org.br/infancia-e-juventude/pauta/muito-alem-da-internacao-lei-do-sinase-uniformiza-medidas-socioeducativas